quinta-feira, 13 de outubro de 2011

COMENTARIO

A PREOCUPAÇÃO DE PAULO QUE COM AS INTROMISSÕES DOS JUDAIZANTES A GRAÇA DE CRISTO FICASSE EM SEGUNDO PLANO E OS CRISTÃOS VIVESSEM COMO FARISEUS, ESCRAVIZADOS POR CERIMONIAS INÚTEIS APOS CRISTO, E ASSIM TAMBÉM ESCRAVOS DO PECADO POIS SÓ JESUS LIBERTA. POR ESSE MOTIVO PAULO FOI DURO COM O LIDER DA IGREJA PEDRO PRA UMA POSTURA CONFORME FOI ACORDADO NO CONCILIO DE JERUSALÉM QUE OS GENTIOS NÃO ERA NECESSÁRIO VIVER COMO JUDEUS.

LIÇÃO DE QUINTA /A preocupação de Paulo


Quinta
Ano Bíblico: Mt 27, 28


A preocupação de Paulo


Asituação em Antioquia certamente estava tensa: Paulo e Pedro, dois líderes da igreja, estavam em conflito aberto. E Paulo não se conteve quando pediu a Pedro que explicasse seu comportamento.

6. Por que Paulo confrontou Pedro publicamente? Gl 2:11-14

Como Paulo percebeu, o problema não foi a decisão de Pedro de comer com os visitantes de Jerusalém. Antigas tradições sobre hospitalidade certamente exigiam o mesmo.

A questão era “a verdade do evangelho”. Ou seja, não era apenas uma questão de envolvimento social ou de comer juntos. Na realidade, as ações de Pedro afetavam toda a mensagem do evangelho.

7. Qual foi a razão pela qual Paulo reagiu de maneira tão forte? Gl 3:28Cl 3:11

Durante o encontro de Paulo com Pedro e os outros apóstolos em Jerusalém, eles haviam chegado à conclusão de que os gentios podiam desfrutar todas as bênçãos em Cristo, sem ter que primeiramente se submeter à circuncisão. A atitude de Pedro nessa ocasião colocava em perigo esse acordo. Onde antes os cristãos judeus e gentios se haviam unido em um ambiente de livre comunhão, agora a comunidade estava dividida, e isso trazia a perspectiva de uma igreja dividida no futuro.

Do ponto de vista de Paulo, o comportamento de Pedro sugeria que os cristãos gentios fossem fiéis de segunda categoria, na melhor das hipóteses, e que ele acreditava que as ações de Pedro colocariam forte pressão sobre os gentios para que se sujeitassem, se quisessem experimentar plena comunhão. Assim, Paulo disse: “Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?” (Gl 2:14, NVI). A frase “viverem como os judeus” pode ser traduzida de forma mais literal como “judaizar”. Esta palavra era uma expressão comum que significava “adotar o modo de vida judaico”. Era aplicada aos gentios que frequentavam a sinagoga e participavam de outros costumes judaicos. Essa foi também a razão pela qual os adversários de Paulo na Galácia, a quem ele chamava de falsos irmãos, foram muitas vezes chamados de “judaizantes”.

Como se as atitudes de Pedro não fossem ruins o bastante, Barnabé, alguém que deveria ter bom senso, também foi envolvido nesse tipo de comportamento. Que exemplo claro do poder da “pressão social”! Como podemos nos proteger para não sermos influenciados no caminho errado por aqueles que nos rodeiam?

MEDITAÇÃO 13/2011


13 de outubro Quinta


Construindo Pontes


Vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. Efésios 2:13, 14

As pontes são símbolos de aproximação, diálogo, convivência e reconciliação. Elas unem pessoas, povoados, cidades e países. Parece que somos mais especialistas em construir muros em lugar de pontes. Tanto que o maior muro feito pelo homem é visível da Lua: a Grande Muralha da China.

Existe também preconceito e discriminação: construímos muros invisíveis entre vizinhos, denominações, grupos étnicos e países.

Cristo passou a maior parte do tempo derrubando muros. Paulo diz que Jesus veio para derrubar o muro de separação: “O objetivo dEle era criar em Si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo [...]. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto” (Ef 2:15-17).

A figura que Paulo usa aqui é muito clara. Ele se valeu do templo com suas seções. A separação era: gentios, mulheres, israelitas, levitas, sacerdotes e sumo sacerdotes. Paulo disse: “Jesus é a ponte: o muro desapareceu. Jesus é nossa paz.” A graça de Deus não quer deixar ninguém de fora. Infelizmente, excluímos as pessoas por medo, orgulho ou ignorância. Nós as classificamos assim: quem está dentro e quem está fora. Os líderes religiosos da época de Jesus consideravam virtude não se relacionar com quem não vivia à altura dos seus padrões. Jesus, por outro lado, foi o maior construtor de pontes que o mundo já viu.

Somos convidados a ser construtores de pontes. “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo” (1Pe 2:5). Quando Pedro diz que devemos assumir nossa missão, ele usa uma palavra que resume nossa identidade como povo de Deus, a palavra “sacerdócio”.

O comentarista bíblico Barclay salienta algo interessante sobre o significado da palavra “sacerdote”, em latim. A palavra latina para sacerdote é pontifex, ou seja, construtor de pontes. Pedro diz: “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas [...] para serem sacerdócio santo.” Juntos vamos construir pontes!

Esta é nossa identidade: somos construtores de pontes. Pontes de esperança, de justiça e de graça. Devemos construir pontes para outras pessoas se aproximarem de Deus. Pontes de aproximação para conhecerem o evangelho de Cristo. Ponte de aproximação para que entrem no reino do Céu.